E agora, como educar meu filho?

| 06 maio



 Ouço muito que o Ian é bonzinho, que ele não chora por (quase) nada e como ele é um doce de criança e muito educado.

Mas todo "menino bonzinho" também também tem seus dias “daqueles”. 
Ele está com 2 anos e 2 meses e na fase da braveza, ou “Terrible Twos”: se joga no chão, joga as coisas, bate nos gatos e nos testa o tempo todo. 

E como devo fazer nestas horas???

Acredito que o comportamento do filho está diretamente ligado à forma como ele é tratado em casa.
A maneira como lidamos com os momentos ruins e ao “clima” que existe naquele ambiente fazem toda a diferença, dou crédito a mim e meu marido por ele ser assim, mas nos apoiamos em algumas teorias e autores que nos ajudam a tomar decisões melhores.

Este post é um resumão das teorias e autores que me inspiram na educação do Ian, não sigo nenhum ao pé da letra, mas elas me orientam e dão suporte nas horas de dúvidas ou que o bicho pega!!!



Dr. Carlos Gonzáles


O primeiro que passei a admirar na maternidade foi o Dr. Carlos Gonzales, já falei dele neste post Os primeiros dias com o recém nascido. Ele defende a amamentação em livre demanda, a cama compartilhada, muito colo e sling, além de desconstruir muitos mitos que rondam a maternidade e a educação dos filhos de forma bem descontraída.

Quando o Ian nasceu eu tinhas alguns pensamentos que logo percebi que eram bem diferentes que os da maioria das mães: achava uma judiação deixar ele longas horas no carrinho ou bebê conforto, eu amamentava toda e qualquer hora que o menino chorava ou solicitava e até tentei deixar ele dormir no berço, mas percebi que era muito mais gostoso dormir agarradinha nele. 
E estava tudo tão tranquilo, do contrário que muitas mês me contavam, que eu pensei que só podia estar fazendo algo de muito errado.

Até que li a primeira reportagem dele e me tranquilizei, pois existiam pessoas (e um pediatra!!!) que pensavam como eu!!!

Selecionei algumas frases e trechos de entrevistas que ele deu no Brasil e em Portugal, a Revista Crescer possui várias reportagens com ele também, mais para baixo no texto estão os links.

"Como é que a criança sabe que gostam dela se ninguém o demonstra? Nós, adultos, demonstramos o nosso amor fisicamente: abraçamos os amigos e beijamos os cônjuges. Não é suficiente dizer a um namorado ou namorada “amo-te”. Um adulto necessita mais do que palavras para se sentir amado e um bebé, que não as entende, ainda mais."

"As crianças não são adultas, mas são parecidas. E, em todo o caso, precisam de mais respeito do que os adultos, porque são mais frágeis. Muitas vezes castigamos ou repreendemos as crianças por coisas que nunca puniríamos num adulto. Se vejo a minha esposa ou um amigo a chorar, pergunto o que se passa e tento consolá-los. Para os meus filhos é igual. Se estou a comer com um amigo e vejo que este deixa metade da comida no prato, não o obrigo a acabar tudo. Com os meus filhos também não faço isso. Jamais bateria na minha mulher, no meu pai ou em companheiros de trabalho. Muito menos nos meus filhos."

"Parece que é preciso fazer tudo buscando um “benefício”: Não trato minha esposa bem para que ela seja mais inteligente nem para que lave minhas roupas; trato-a bem porque eu a amo."

Links:

Criação com Apego

Passei a ouvir muitas mães comentando que batiam nas crianças ou que colocavam elas de castigo, contavam o quanto elas os manipulavam e chantageavam, que não saiam de casa porque a criança não se comportavam e fazia muita birra, mais uma vez me vi refletindo que eu pensava e agia diferente.
Nunca senti necessidade de punir meu filho com palmada ou castigo por nada que ele fez, mesmo ele me tirando a paciência muitas vezes. Sobre sair, realmente existem lugares que realmente não dá para ir com criança, mas porque o lugar não é adequado ao que elas gostam de fazer: brincar e correr, assim buscamos opções, deixamos ele com alguém responsável ou escolhemos lugares onde existem espaços onde ele se sinta confortável.

Assim, na educação do Ian busco sempre me colocar no lugar dele e atender às suas necessidades o máximo possível, para mim este é o “grande segredo”. A teoria da Criação com apego veio de encontro com tudo o que eu pensava a respeito de educação de crianças, limites e disciplina.

A base da criação com apego é estar atento às necessidades dos filhos e responder a estas necessidades com sensibilidade, a grande dica é sempre se colocar no lugar deles, empatia, carinho e respeito são a base para a criação um vínculo saudável.

Muitas vezes vamos receber alguns conselhos sem nenhuma base científica como "tem que deixar chorar, para aprender a se virar sozinho", "mas só dorme no colo? Você tá perdida, nunca mais dorme na cama", "ele precisa desmamar logo para aprender a lidar com seus sentimentos sem recorrer ao peito para isso!".

NÃO DEEM BOLA!!!

Todos nós nos sentimos seguros quando somos abraçados, consolados, quando temos contato físico com quem amamos e os bebês e as crianças pequenas não são diferentes. 

Quem não gosta de um colinho, carinho e aconchego depois de um dia difícil no trabalho?

Sou psicóloga e vejo todos os dias adultos tentando lidar com sentimentos e situações que acontecem na vida e penso porque deveríamos exigir que as crianças tão pequenas já saibam lidar com suas emoções de forma adequada se nós também estamos aprendendo?

Charlote Mason

Falar sobre este método é um desafio, pois resumir um trabalho da vida inteira da Sra. Mason é quase impossível, assim falarei mais dos motivos que me fizeram apaixonar neste método de educação.

Meu primeiro contato foi sobre o assunto "Atmosfera do Lar", que diz sobre a importância do clima dentro de casa. Do ambiente ser agradável, sobre o nosso tom de voz e do modo falamos e agimos com nossos familiares.

Ela foi uma defensora da Educação no Lar, então seus textos falam tanto da educação formal: português, matemática, biologia, etc, como da educação de valores e princípios familiares. 
Mesmo eu gostando que o Ian frequente a escolinha e ter optado por isto quando retornei ao trabalho, acredito na importância no papel dos pais na construção do conhecimento dos nossos filhos.

Este método ganhou minha admiração por valorizar a criança, sua rotina e seu tempo, não subestimar a inteligência deles, defender o brincar e o contato com a natureza, incluir como etapa de educação a fé em Deus e os valores familiares.

Mesmo que não podemos utilizar o Homeschool, o método da Charlotte Mason é capaz de nos dar um norte e nos empoderar com relação a educação dos nossos filhos!


Para mim a máxima na educação de um filho é sempre respeitá-lo como respeitaríamos qualquer outra pessoas que amamos, não sabotar ou debochar seu aprendizado e nunca humilhá-lo.
Nós pais somos o mundo para eles, seus maiores heróis cabe a nós não decepcioná-los.

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